
Poema #03: Magia
O outono deixa cair seu manto branco sobre as montanhas
Nada mais é nítido, nada mais é real.
Tudo vira sonho .
Há magia sob o tecido d’água que misteriosamente pede aconchego.
Todos são um. Confundidos, ofuscados.
O outono salpica a noite com estrelas tantas
O olhar se perde, tudo parece sonho.
Há magia sob o céu bordado, que misteriosamente provoca suspiros.
Todos são encantados. Confundidos, ofuscados
O outono desenha montanhas azul-marinho guardando a cidade
Nada mais é nítido, nada mais é real.
O olhar é impedido, tudo parece sonho.
Há magia nos limites, que misteriosamente convidam à introspecção.
Todos são iludidos. Confundidos, ofuscados.
O outono exibe luares que emudecem
Tudo é nítido, tudo parece sonho.
Há magia sob a luz delicada, que misteriosamente desperta amantes.
Todos são tocados. Confundidos, ofuscados.
O outono azula o dia, clareia até a cegueira
Tudo é perturbadoramente nítido, tudo é real.
O olhar é indiscreto, nada é segredo.
Há magia sob a luz, que misteriosamente revela.
Todos são desprotegidos, todos são desvendados.























